O Estranho Mundo de Jim Burthon - Primeiro Dia (parte 2)


Reparei que eu estava com minhas roupas de ir para a escola, e logo como sou mal educado não me apresentei. “-Prazer, se é que posso dizer isso nesta situação. Meu nome é James Burthon, ou Jim simplesmente e tenho doze anos e estou na quinta série.” Minha mochila de escola não estava comigo, logo senti falta dos lanches que mamãe fizera, da toalha para enxugar o rosto, dos meus lápis e canetas coloridos, dos lanches extras que mamãe fizera, da minha bolinha de gominhas e dos meus chicletes. Lógico, meu estilingue deveria estar no meu bolso como eu me lembro de deixar. E ainda bem que ele estava, pois o presente do vovô me fazia falta e me era útil.
Eu reparei que estava no declive de uma colina e que havia uma boa subida para o topo. Minha cabeça latejava, provavelmente eu escorregara e teria parado ao bate-la nesta pedra. Mas não me lembro deste lugar. Grama-de-céu, pedra-árvore e ao olhar para cima reparei um céu verde e uma forte fonte de luz branca como a neve. Ótimo, tenho agora céu-de-grama de verão e sol-de-prata polida. Era um tom de céu que muitos pensariam que seria entediante, esquisito e feio. Mas diferente disto, o céu-de-grama era bonito e vívido, com muitas nuvens-pó-de-ouro. Eu mal podia esperar a chuva.
Ao topo da colina, pude olhar até o horizonte e ver que lá no final, depois dos rios de águas fosforescentes e árvores ocas (pois a gente podia ver a seiva se mexendo dentro dela, pois ela era transparente), haviam um aglomerado de cogumelos brancos com bolinhas vermelhas. Sem nenhuma expectativa de onde passar a noite ou o resto do dia até saber onde eu estava, segurei minhas calças e comecei a correr em direção a eles. Segurei mais ainda na garganta o choro e a vontade de gritar por minha mãe.

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