O Estranho Mundo de Jim Burthon - Primeiro Dia (parte 5)
V
Os adultos reclamam da nossa
insensatez, da nossa imaturidade e falta de compromisso. Mas nós não podemos
falar que eles não possuem palavra, pontualidade e senso de humor. Vai de cada
um ponderar nas atitudes e nos relacionamentos, mas dizer que eu vou ficar sem
jogar vídeo game porque não quis o bife de fígado ou o jiló da janta, ou porque
fui jogar uma pelada na rua e cheguei atrasado, é apenas uma mera desculpa para
nos castigar. Eu não aceito isso. E também não aceito nenhum tipo de animal
fofinho se achando melhor o que o Jimmy aqui.
*
Cogumelândia ficava para trás, e
uma pequena torre de fumaça que tinha forte cheiro de sopa, subia agora do
centro da cidade. Eu tinha pego a auto via e me direcionado para o que seria a
próxima cidade: Solverte.
A cidade de Solverte era branca a
distância e continuou branca quando eu cheguei. Diziam, que não importava o
quanto fizesse de calor, a cidade sempre nevara o dia inteiro. Mas eu não fui
direto para a cidade, pois numa árvore-poste no meio do caminho havia uma placa
escrita: Bascia e Taía, resolvemos seus problemas em poucos dias. Havia também
uma direção que informava para onde ficava esta loja, e para minha surpresa era
perto da primeira entrada da cidade de Solverte.
Chegando na loja, abri a porta
que tocou um sino velho e descobri que Bascia e Taía eram os nomes de duas
gatinhas de uma senhora já velhinha, com cabelos grisalhos e ela era uma
tigresa.
- Oh! Um Norm por aqui! O que
desejas meu jovem? – disse ela com supresa.
- Boa tare senhora! De tudo,
desejo menos problemas e mais explicações. A senhora pode me falar aonde eu
estou?
- Sim querido. Você está no Mundo
das Mil Maravilhas! A terra de contos d seu dia-a-dia. Mas o que um norm como
você faz aqui?
- Eu também gostaria de saber
isso. E gostaria de saber outra coisa. O que a senhora sabe sobre como votar
para o meu mundo?
- Bem garoto, não há muitas
expectativas para você, agora que já está aqui. Mas posso lhe dizer que tenho o
disfarce seguro para você andar em Maravilhândia e achar suas respostas. Você
deseja?
- Lógico que sim minha senhora! E
o que eu preciso fazer?
- Precisa somente tomar um pouco
desse leite aqui e se transformará em um gatuno. Que tal?
- Sim, sim! Gostei muito da ideia...
Mas, a senhora possui um catalogo ou coisa do tipo em que eu possa ver os
animais disponíveis? Não me leve a mal, mas gatos tem fama de trapaceiros.
- Claro que eu possuo! Mas como
ousa nos chamar de trapaceiros? Assim me ofende. Cuidado com o que diz.
- Na verdade, a senhora mesmo é
trapaceira. Com dois gatos no colo, aposto que eram iguais a mim antes e você
os enganou. A maior prova disso, é que você sabe falar a minha língua e ninguém
até agora sabia. E até seu cartaz estava na minha língua. Isso é uma armadilha!
- Sim, tolo. E você deveria ter
tomado mais cuidado antes de vir para cá ou dizer isso. – a porta bateu no
fundo, se trancando. – Agora, somos você e eu!
Ela rugiu e veio correndo em
minha direção. Mas o que ela não esperava, eram a cenourarmas na minha cintura.
Sete tiros, sete vidas. A tigresa morreu e eu comecei a procurar na loja dela o
catalogo que me ajudaria a sair dali. Haviam muitos animais que eu podia virar
e eu escolhi um coelho. Tomei um pouco do conteúdo assim como recomendava o
catalogo e em seguida guardei frascos e frascos desse em minha nova mochila,
junto com uma poção para voltar ao normal, comida, agasalho, água e uma faca.
Dei a solução para voltar ao normal para os gatinhos, que viraram cidadãos de
Maravilhândia. Peguei também a poção de humano e ao sair, tranquei a porta. A
loja Bascia e Tácia explodiu quando eu montei minha bicicleta. Eu estava indo
para Solverte. Minha mãe me mataria se soubesse que eu tinha virado um vida
louca.
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