Vida Estranha
"Bem vindos, a um mundo normal que não parece ter limites."
Esta é a história de um jovem que teve o curso da sua vida completamente alterado em questão de dias. Acompanhem a pequena saga deste jovem, em busca de uma identidade, de vingança e quem sabe salvar o mundo.
"Um drama, um suspense com uma pitada de Thriller vão impiedosamente massacrar qualquer esperança de se salvar. Ele poderá sobreviver?"
Vida
Estranha – Parte I
Quem sou eu? É, está aí uma
questão que cada pessoa já nasce com ela praticamente resolvida, porque seus
pais lhes dão um nome, endereço, família. E é isto que define quem somos no
começo de nossas vidas: nomes, endereços e parentes, sendo que com o passar dos
anos nós vamos adquirindo uma identidade própria, assumindo gostos e costumes,
determinando nossa personalidade através de quem nos criou e quem esteve por
perto. Mas, e quando isto tudo está errado? E quando dizem que precisamos mudar
bruscamente, pois afirmam que não somos quem
somos? Meu nome é Tiago Fiori e está é a minha história.
*
Desde
pequeno, eu sempre me considerei errado. Não porque eu estava errado, mas
porque diziam que eu estava errado. Nunca me dei bem com minha família e os
meus pais me pareciam meio que de mentira ás vezes. Meus primos e eu sempre
brigávamos por nunca fazer as mesmas coisas, meus tios nunca acertavam nos meus
presentes, vai ver porque não gostavam de mim, ou vai ver que era porque nunca
acertavam meu gosto mesmo. Mas dar um pino de boliche raro, para um garoto de
dez anos que pratica kendô (arte japonesa
que inclui ensinar a usar espadas etc) é um pouco de burrice. Cinco minutos
depois, tínhamos três pedaços de pino voando pela casa. Acontece também, que no
vai e vem da vida eu acabei por preferir a companhia de animais que de gente.
Eles são discretos, amáveis, sinceros, e alguns até educados. Mas com certeza
são melhores amigos que muita gente por aí.
No meu aniversário de dez anos, após quase a
família toda errar os meus presentes, meus pais me deram um filhote de
labrador. Ele estava embrulhado com um laço roxo, que logo arranquei para
tirá-lo daquele mico e parece que ele entendeu e logo nos identificamos. Foi o
melhor presente da minha vida, meu brilhante, cheiroso, cachorro preto de
focinho molhado e língua assanhada. Qualquer coisa que eu falava para ele, ou
mexia com ele, ele me lambia. Mas, era um carinho e brincadeira somente nosso,
porque quando outras pessoas chegavam perto ele abria sua boca pequenina que cheirava
leite, para mostrar seus dentinhos branquinhos. Eu achei legal ele fazer isso e
no começo os outros também. Mas meus pais viram que ele me obedecia e me mandou
ensinar o cachorrinho a respeitá-los. Depois de um tempo eu ensinei a ele, mas
ele não obedecia só respeitava. E pus o nome nele de Strike, ligando ao fato de
que ele começou a comer os três pedaços de pino de boliche, de modo que uns
dois dias depois o pino sumiu por completo. Eu até hoje não sei onde ele o
colocou.
E por último, houve também um
presente que me salvou no meu aniversario de dez anos, que foi uma espada
medieval dada por meu avô. Ele tinha acabado de voltar da Europa e mandou fazer
uma no tamanho certo para mim, um tamanho que daria para eu aprender a usá-la e
um tamanho que permanecesse útil quando eu ficasse mais velho. Desde então,
comecei a pegar umas aulas extras com meu professor de kendô e aprendi a usar a espada.
Acho que meu avô acertou no
presente porque ele era o único que me conhecia de verdade ou pelo menos
passava perto. Ele me levava para sair junto ao Strike, dando voltas em lagoas,
pescando, acampando e às vezes me desafiando para um duelinho de espadas, onde
eu sempre perdi. Ele que me colocou nas aulas, que me levava e passava a maior
parte do tempo comigo. Acho que ele não ligava muito para os outros netos, ou
vice-versa, porque eles tinham amigos na escola na rua, e eu só tinha o Strike.
Os anos passaram rápidos e logo
estava chegando meu aniversário de dezoito anos, treinei Strike durante este
tempo todo e fiquei bom nas artes de combate. Formei-me na escola muito cedo e
pouco antes de fazer os dezessete eu já possuía o segundo grau. Acho que minha
personalidade introspectiva combinada á culturas diversas e cá entre nós, minha
inteligência, me proporcionou um QI muito alto e uma lógica incrível. Mas eu
não ligava muito para estas coisas, nunca liguei. Foi quando descobri que duas
coisas aconteceriam e seria o começo da grande mudança da minha vida. A
primeira era que depois de quase dezoito anos eu iria ganhar uma irmãzinha.
Meus pais dizem que eles estavam tentando este tempo todo me dar uma irmã, mas
eu nem fazia ideia e minha mãe já estava de quatro meses. E não faria
diferença, pois seria apenas mais uma para ignorar. A segunda noticia era que
foi descoberto um tumor cerebral em meu avô. Aí sim meu mundo desandou. Ele era
velho, por volta dos oitenta e já tivera três infartos, um coma alcoólico,
desmaio por pressão baixa e indicio de diabetes. Meu mundo começava a cair,
começava a descolorir e eu não sabia o que fazer.
Duas semanas depois, ele tinha
sido internado e me chamou ao quarto de hospital. Eu fui o único neto a vê-lo
nesta situação porque os outros nem se importavam. Ele era pai da minha mãe e
esta não sabia se ficava alegre pela filha ou triste pelo pai. Enfim, no quarto
nós conversamos uns minutinhos tentando evitar o assunto, mas no fim ele pediu
para todos saírem. Ninguém entendeu nada e meus pais e tios ficaram de cima. Na
segunda vez, ele gritou e falou mal seus filhos de alguns palavrões quase necessários. Eu não gosto de
palavrões. Eles saíram e fecharam a porta. Assim que foram, ele sussurrou para
eu conferir a porta e trancá-la. Feito isto, sentei-me ao lado de seu leito,
perto da janela e começamos a toar no triste assunto.
- Tiago, você sabe que eu não vou
durar muito tempo, estou muito regaçado, acabado, meu fígado já era e agora meu
cérebro. Mas antes que você comece a chorar, tem algo que quero que faça.
- Bem, o senhor é a única pessoa
que me faria chorar e com certeza vou e muito no seu funeral. Sabemos que não
está longe, mas se você me pedir algo impossível, que tenha tempo para ser
feito, que envolva conversar com minha família etc., pode desistir.
- Nunca. O que quero é simples e
atenda, por favor, como o pedido de um velho moribundo que te ama. Na minha
casa, do lado da minha cama há um criado mudo. Ele fica trancado, mas direi
para sua mãe lhe dar a chave. Dentro da ultima gaveta, tem alguns papeis
importantes meus e debaixo de todos eles há um fundo falso. Você deve remover o
fundo falso e retirar, outra chave que tem lá.
- Somente isto? Porque tem de ser
eu? Minha mãe pode fazer.
- Nunca! Entendeu? Ela poderia
reconhecer a chave. E depois de pegar esta chave, vá para minha casa de campo
no interior, onde sua mãe cresceu. Lá tem uma árvore com uns rabiscos
desenhados nela. É uma árvore grande e solitária que fica atrás da casa e foi
onde você quebrou o braço do seu primo uma vez. Em ninguém ver, escave cerca de
sete metros ao norte da árvore perto de uma rocha e retire uma caixinha de ferro
que está lá.
- E o que eu faço com a caixinha
e com a chave?
- Me traga aqui. Mas preciso que
faça isto até depois de amanhã. Um amigo meu te levará para a minha casa e você
deverá trazer a caixa aqui, ok?
- Com certeza. Acho que vou para
minha casa arrumar minhas coisas então, temos pouco tempo.
Ele me deu um beijo na testa, me
abençoou como se nunca mais fossemos nos ver e nós nos despedimos com um
abraço. Eu estava quase chorando, me levantei da cama dele e quando fui abrir a
porta ele disse:
- Tiago, aconteça o que acontecer,
perdoe nossa família. Você foi sempre o melhor deles, eu sempre te amei mais.
Obrigado por ser este neto inteligente, carismático mesmo que você não saiba;
determinado e educado.
Eu olhei para ele um momento e
algumas lágrimas começaram a escorrer dos meus olhos, que ardiam muito. Ele já
estava chorando, mas segurava a dor.
- Não deixe que nada do que te
falem te atinja. Você é diferente, especial e eles não entendem. Quase ninguém
entende. E não se preocupe, não sentirei dor alguma. – finalizou ele sorrindo.
De todo este tempo que estive lá,
a minha única pergunta era se ele estava sentindo dor e ele me respondeu no
final. Sabíamos que ele não iria durar muito mais, por isto eu teria que ir e
voltar logo. Olhei para ele, assenti concordando com tudo e sorri. Logo em
seguida as pessoas já entravam na sala de novo e eu estava indo arrumar minha
mala.
*
O caminho para a cidade natal de
meu avô e de minha mãe era literalmente longo e tortuoso, concentrado no meio
da fazenda que ainda por cima se embrenhava no meio de uma mata densa de Minas
Gerais. Eram cerca de oito horas de viagem. Ida e volta dava dezesseis, mais o
tempo para pegar a chave com minha mãe, pegar a outra no criado dele, achar a
árvore e cavar a terra dura sozinho dariam mais umas sete horas. Sem falar nas
minhas tias que moravam nesta casa da roça e me fariam comer quilos e quilos de
comida boa e gordurosa (não é á toa eu ele teve infartos) e descansar antes de
partir novamente. Mais dez horas. Pelos meus cálculos, saindo agora de tarde
chegarei depois de amanha perto do almoço.
Depois de pegar a chave com minha
mãe, fui para a casa do meu avô e me tranquei em seu quarto. Abri o criado,
revirei alguns papeis e uns estranhos mapas que me pareceram ser de outro país.
Deixando-os de lado continuei a fuçar e retirei lá de dentro o fundo falso e
retirei uma caixinha de veludo preta, com uma bela chave prateada no meio. Ela
possuía quatro números, “um, seis, zero e sete” e guardando-a no bolso fui me
encontrar com o amigo de meu avô na capital, para viajarmos logo á roça.
O caminho era longo e para minha
sorte eu já conhecia este senhor, amigo do meu avô. Ele é dono da fazenda ao
lado e aproveitou a oportunidade para dar uma olhada nas terras dele também.
Novamente tive sorte, pois ele era comunicativo (apesar de eu achar que isso é
coisa de velhos) e eu sei ignorar ou tornar um assunto conveniente de modo que
ele não morra no meio do caminho e nós passemos oito horas agindo como
estranhos. Não demorou mais que o tempo normal para ele me deixar na casa do
meu avô, mas eu não poderia sair correndo, jogar as coisas no quarto e cavar um
buraco no terreiro como louco. Lembrando que minha família não se dava muito
bem comigo eu não queria dar mais motivos. Mas estas tias da roça eram mais
legais, ou menos chatas e conversamos por um bom tempo até elas irem dormir
cedo. No outro dia de manha eu acordei junto a elas e enrolei o dia inteiro. De
tarde, fui ao local indicado pelo meu avô e comecei a cavar até chegar a algo
duro e pétreo, que obviamente era a caixa. Ela estava bem funda quase uns sete
palmos debaixo da terra e estava em um estado muito critico. Enferrujada por
todos os cantos, com um único orifício para entrada de uma chave e cheia de
entalhes antigos e bem trabalhados. Quando foi deita, deveria até ser bela e
forte, mas agora era a expressão exata da fragilidade.
Preparei então minhas coisas, me
ajuntei o resto do dia com minhas tias para disfarçar e pelo inicio da noite o
amigo de meu avo passara novamente. Entrei no carro, me despedi e fomos embora.
No carro, eu pensava sobre a caixa e a chave, mas o buraco da fechadura era
maior que a chave toda e logo vi que não era um par, além de a chave ser bem
mais nova. Parei com meus devaneios, pedi licença ao motorista e me permiti um
momento de sono. Adormeci ao sol poente e a lua cheia brilhava no céu vermelho.
Tive um mau pressentimento.
*
Cheguei á cidade grande de novo,
abrindo meus olhos âmago sobre o céu límpido do frio mês de julho. Não havia
nuvens no céu, não havia barulho a cidade. O carro estava parado e também não
havia ninguém ao meu lado. Sentei-me meio que com um pé atrás e retirei p cinto
de segurança. Atrás de mim, no banco dos passageiros estavam meus pertences
intactos. Meu celular no meu colo e vinte mensagens não lidas além de quinze
ligações não atendidas. Eu já imaginava o que acontecera e abri a porta do
carro, mas parei. Se eu quisesse chorar, esta era a hora certa e me veria ali
sozinho. Permiti-me novamente derramar algumas, muitas pequenas delicadas e quentes
lágrimas. O líquido transparente da tristeza, a dor em gotas desceu queimando
pelo meu rosto e caiu de encontro a minha calça jeans. Meu nariz começava a se entupir e meu cérebro
a relembrar todos os momentos felizes que passamos juntos até a nossa ultima
conversa. Queria ter ficado aqui, queria ter podido, mas não teve como. O
destino trama peças e eu fui tragado pela sua trama mais cruel.
Arrumei-me, saí do carro e peguei
minhas coisas no banco de trás. Li a mensagem e confirmei o ocorrido, que fora
entre a madrugada entre os dois dias. O lugar onde eu estava não teve cobertura
de sinal telefônico e recebi as mensagens somente ao chegar á cidade. Meu
coração apertava e a ficha ainda não tinha caído. A pessoa que eu mais me
importava morreu e eu não pude ver seu ultimo suspiro, ouvir suas ultimas
palavras ou dar um ultimo adeus. Senti-me simplesmente um lixo.
Peguei minhas coisas e subi para
minha casa, no ultimo andar do apartamento. Preparei meu banho quente e tentei
relaxar um pouco e esquecer o ocorrido. Eu sabia que não esqueceria nunca e
tampouco relaxaria facilmente. Fui para meu quarto, penteei meus cabelos negros
de lado e vesti minhas vestes negras, tornando-me mais parecido ainda com
Strike. Ele me olhava diferente nesta manhã, como se soubesse do ocorrido. Eu o
abracei e sabia que nele poderia encontrar um amigo. Chorei novamente e ele
teve compaixão do meu pranto, quase chorando comigo. Olhamos no fundo dos olhos
um do outro e parecemos nos entender. Nós
nos entendemos. Levantei-me novamente, guardei a caixa no fundo do meu
guarda-roupa e pendurei a chave como pingente no pescoço.
Quando desci de volta ao carro, vestido de negro e com meu
cachorro ao lado, o amigo de meu avô estava lá dentro enxugando suas lágrimas e
me esperando para partir.
- Decidi te trazer aqui primeiro
Tiago, agora te deixarei no funeral, tomarei um banho e irei para lá. Vamos,
entrem aí.
Eu e Strike entramos na parte de
trás do carro e fomos calados e quietos toa à viagem. Strike tomava mais banho
que muita gente e estava acostumado a
andar de carro. A viagem foi rápida e dura, a cada solavanco uma lágrima
involuntária escorria até que chegamos ao velório.
Um velório e a coisa mais
deprimente que o ser humano pôde inventar, dizia um colega meu. Colocamos os
corpos de nossos queridos familiares, amigos e conhecidos exposto como uma
vitrine conservada em formol por horas para ficarmos vendo e chorando por ele
que com certeza deve estar melhor que Noé que ficamos, e depois abrimos
metodicamente um buraco de sete palmos na terra e deixamos o corpo lá, plantado
pela eternidade. Quando nasce alguma flor em cima do corpo, é flor de morto,
pois nasceu do seu amigo, parente ou conhecido. Não importa o que as pessoas
façam, todos vamos morrer um dia e não há glória nisso. A glória esta na forma
como se morre.
Eu e Strike ficamos sentados num
canto olhando para as pessoas durante toda a madrugada do velório e no enterro
ficamos de longe. Eu não gosto muito de pessoas, mas quando estão mortas elas
são mais legais ou menos chatas. No caso do meu avô, ele era um idiota morto e
incrível quando vivo.
Depois de todas aquelas
consolações, sentimentos e pêsames, fomos embora cada um para sua casa. Nada
pior que depois de um enterro as pessoas ficarem te incomodando na sua casa. Eu
não sairia da minha por muitos dias consecutivos e mal sai d meu quarto neste
período. Comia pouco e ás vezes, mas na maioria do tempo pensava no que fazer
com a droga da caixa e a maldita da chave que me atormentavam. Cheguei a pensar
que ele me mandou lá somente par que não nos víssemos nos últimos momentos de
vida, mas percebi a tolice e votei ao foco. Eu tinha que descobrir agora de
onde veio à caixa e a chave. O que a caixa guardava e o que a chave abria. Este
era meu enigma.
Dias depois, acho que com a força
de meu pensamento e as tentativas em vão de abrir a aparente frágil caixa de
ferro, que quebrara duas limas e três martelos, a campainha soou lá embaixo. Eu
não estava a fim de abrir, mas não havia ninguém em casa e poderia ser algo a
respeito do meu avô para minha mãe. Quando desci, era o correio e deixou para o
meu espanto uma encomenda em meu nome. Subi novamente as escadas e olhei o
remetente, que constava assustadoramente o nome de meu avô. O objeto foi
postado no dia da morte e eu fiquei questionando a sua veracidade até resolver
abri-lo. Dentro, havia três coisas: Uma chave antiga, uma carta e uma pequena
moeda mais antiga que a chave, supostamente feita de ouro.
Ao abrir a carta, que estava
selada, li os últimos pensamentos do meu avô ao pedir que uma enfermeira amiga
dele postasse o envelope no meu nome no dia da morte. Ele dizia que a chave
abriria a caixa, se eu estivesse disposto a descobrir algumas coisas que
mudariam o rumo da história, da minha história. Ele explicou que a chave era do
Banco Central e que se eu abrisse a caixa teria de retirar o que estivesse lá e
obedecer à risca as ordens dele. Ele não se despediu novamente.
Com muita dúvida, peguei a chave
antiga nas mãos e senti o seu peso e a sua ferrugem. Depois de pensar e calcular
um pouco, descobri que não aguentaria viver sem saber o que era aquilo, qual
era este segredo. Coloquei a chave na caixa de ferro e girei. No começo ela
agarrou um pouco, mas no final cedeu e abri-se revelando um cheiro antigo e
mofado. Ali havia um colar com um pingente de encaixe circular e um papel
antigo e amarelado.
Abri e comecei a ler o texto que
dizia:
“Belo Horizonte, 26 de julho de 2000
Ao meu querido neto, Tiago Fiori.
Para começar, se você está lendo insto eu morri, mas antes verifiquei ou
descobri o que desconfiei desde seu estranho nascimento: Você é especial e
infelizmente, não deve ser meu neto....”
A carta continuava, mas não pude
acreditar no que li.
Aguardando ansiosamente a sequência...
ResponderExcluir