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Mostrando postagens de abril, 2013

Na Cauda do Cometa

Estou aqui lhe perseguindo de perto Segurando bem firme à sua cauda Pode não me considerar esperto Mas seu calor não me escalda. Continuarei a lhe seguir Enquanto houver forças Não quero lhe ver partir Que nem vi aquelas moças Também gostaria que você não caísse Que nem caem as estrelas cadentes Pois lembro do que você me disse Enquanto vivíamos sem precedentes Então, mesmo que você se soltasse E a gravidade lhe puxasse Eu voaria mais rápido que a luz E ultrapassaria a vida que me conduz Lhe apartaria a queda épica Que faria um barulho surdo Perderia toda minha ética Para poder salvar seu mundo

Portão dos Sonhos - parte 2

“Um mês depois que começamos a viajar juntos, já havíamos passado por alguns lugares. Consegui comprar uma corda de palha reforçada e mais algumas provisões. Também comprei mais uma mochila, caso precisássemos. Enfim, chegamos a um lugar diferente. O cenário era semelhante a um fundo de vale: um corredor de rocha maciça com mais de 10 metros de altura, seguindo o curso de um rio. A diferença é que não havia rio. Era um rio perene até pouco tempo, dois meses no máximo. Mas com a migração do povo de Rallah, o grande rio fora reduzido a um filete de água, um mero córrego quase seco. Isso precisa parar.” O Grande Rio do Sul abastecia várias cidades. Mas esse abastecimento estava comprometido. O povo de Rallah havia desviado o curso do rio para abastecer seu campo de moradia. Utilizavam para irrigação de plantio, para beber, tomar banho e outras atividades. Mas, isso precisava parar. Era um povo egoísta. Isso precisa parar. “Enquanto caminho à margem do antigo rio, Diana observava o c...