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O Estranho Mundo de Jim Burthon - Primeiro Dia (parte 3)

III Ser um garoto na idade de doze anos não é uma coisa muito fácil. Os adultos ficam enchendo o saco, dizendo que somos grandes, que devemos fazer o para-casa, devemos pensar no futuro, estudar etc.... Mas dizem ainda que somos pequenos, que não podemos e nem mandamos no nosso próprio nariz. Tolos e indoutos. Meu nariz mexe as beiradinhas quando eu quero. Ou quando eu estou rindo demais ou chorando. * A cada momento que eu ia correndo e chegando mais perto do grande centro de cogumelos, eles ficavam maiores e mais bonitos. Depois, reparei que as manchinhas vermelhas emanavam luz e que havia uma grande cerca ao redor deles. Eu estava longe ainda, e não tinha recebido que se tratavam de cogumelos gigantes. Era uma cidade comercial, chamada criativamente de Cogumelândia, a cidade dos negócios viajantes. Pelo visto, Cogumelândia era uma espécie de metrópole local. Cheia de asfaltos feitos de petróleo-caramelo e de luzes vermelhas dos próprios cogumelos gigantes, deveria parecer...

O Estranho Mundo de Jim Burthon - Primeiro Dia (parte 2)

Reparei que eu estava com minhas roupas de ir para a escola, e logo como sou mal educado não me apresentei. “-Prazer, se é que posso dizer isso nesta situação. Meu nome é James Burthon, ou Jim simplesmente e tenho doze anos e estou na quinta série.” Minha mochila de escola não estava comigo, logo senti falta dos lanches que mamãe fizera, da toalha para enxugar o rosto, dos meus lápis e canetas coloridos, dos lanches extras que mamãe fizera, da minha bolinha de gominhas e dos meus chicletes. Lógico, meu estilingue deveria estar no meu bolso como eu me lembro de deixar. E ainda bem que ele estava, pois o presente do vovô me fazia falta e me era útil. Eu reparei que estava no declive de uma colina e que havia uma boa subida para o topo. Minha cabeça latejava, provavelmente eu escorregara e teria parado ao bate-la nesta pedra. Mas não me lembro deste lugar. Grama-de-céu, pedra-árvore e ao olhar para cima reparei um céu verde e uma forte fonte de luz branca como a neve. Ótimo, tenho...

O Estranho Mundo de Jim Burthon - Primeiro Dia (parte 1)

Esta é uma história meio zoação e avoada igual Alice no País das Maravilhas. Faz sátiras, comparações e para se ter uma ideia melhor de como ela é e do que pode vir a ocorrer, imagine se conseguir o 007 em Wonderland, com a missão de quebrar tudo para poder voltar pra casa. E não, Jimmy não está drogado. O Estranho Mundo de Jim Burthon Primeiro Dia: O Encantado - Não me lembro muito bem como tudo começou, mas vou fazer um esforço para poder colocar tudo em ordem e o mais próximo do que me lembro. Que eu saiba, eu era um garoto normal, na terra das pessoas normais. É estranho eu dizer isso assim, mas no Mundo das Mil Maravilhas, eles chamam o Mundo Normal até de coisa pior às vezes. Mas com um termo comum, para eles somos simplesmente os “norms”. Minha entrada no Mundo das Mil Maravilhas, ou simplesmente como eu gosto de chamar, Maravilhândia, foi estranho. Eis então o que houve: I Meus olhos latejaram juntamente com uma dor na parte de trás da minha cabeça. Eu fi...

Na Cauda do Cometa

Estou aqui lhe perseguindo de perto Segurando bem firme à sua cauda Pode não me considerar esperto Mas seu calor não me escalda. Continuarei a lhe seguir Enquanto houver forças Não quero lhe ver partir Que nem vi aquelas moças Também gostaria que você não caísse Que nem caem as estrelas cadentes Pois lembro do que você me disse Enquanto vivíamos sem precedentes Então, mesmo que você se soltasse E a gravidade lhe puxasse Eu voaria mais rápido que a luz E ultrapassaria a vida que me conduz Lhe apartaria a queda épica Que faria um barulho surdo Perderia toda minha ética Para poder salvar seu mundo

Portão dos Sonhos - parte 2

“Um mês depois que começamos a viajar juntos, já havíamos passado por alguns lugares. Consegui comprar uma corda de palha reforçada e mais algumas provisões. Também comprei mais uma mochila, caso precisássemos. Enfim, chegamos a um lugar diferente. O cenário era semelhante a um fundo de vale: um corredor de rocha maciça com mais de 10 metros de altura, seguindo o curso de um rio. A diferença é que não havia rio. Era um rio perene até pouco tempo, dois meses no máximo. Mas com a migração do povo de Rallah, o grande rio fora reduzido a um filete de água, um mero córrego quase seco. Isso precisa parar.” O Grande Rio do Sul abastecia várias cidades. Mas esse abastecimento estava comprometido. O povo de Rallah havia desviado o curso do rio para abastecer seu campo de moradia. Utilizavam para irrigação de plantio, para beber, tomar banho e outras atividades. Mas, isso precisava parar. Era um povo egoísta. Isso precisa parar. “Enquanto caminho à margem do antigo rio, Diana observava o c...

Sonhos e Vida

A realidade é terrível Mas posso seguir a luz Em meio ao caos horrível E é meu anjo que a conduz Seria isso um sonho Ou seria mesmo a realidade Esse paraíso que componho Para me livrar da vaidade? Mesmo que seja um sonho Gostaria de acordar Para que eu possa, um dia A realidade total enfrentar E se for mesmo a realidade Talvez eu prefira nunca dormir Assim posso matar a saudade E com meu interior me unir Por vezes me sinto distante Da terra firme sob meus pés Talvez seja porque, adiante, Estarei em pé no convés Isso... Talvez eu navegue Em um navio, para longe Em uma rota que não segue A paz total de um monge Pretendo conquistar e libertar... Os monstros do mar enfrentar! Não deixar o mal triunfar Sob minha bandeira a pairar Mas, e se eu acordar E não houver nada disso? Conseguirei enfrentar Ou serei submisso? Mas, deve-se lembrar que isso Pode não ser um sonho; Que talvez seja por isso Que minha vida eu componho Talvez eu só saiba de tudo Quando chegar ao final. Quem sabe eu seja sort...

Cosmidão

"Simplesmente, não dá mais. No céu se perdem as estrelas, Que exterminam a paz Das minhas profundezas. Viajo em um infinito, Equidistante do amor. Piso com pés vazios Em um negro lago de dor. Nele mergulho pensante A um momento de declarar, Se tua mão me esconde Ou me leva a continuar. Mas, no fim do infinito, O sentimento pode pensar? Ou a lógica não basta, Para aqueles que sabem amar."